{"id":673,"date":"2020-07-01T09:55:22","date_gmt":"2020-07-01T12:55:22","guid":{"rendered":"http:\/\/sermulheremtech.com.br\/?p=673"},"modified":"2025-08-22T11:26:18","modified_gmt":"2025-08-22T11:26:18","slug":"a-gente-pode-ter-familia-e-carreira-nao-precisa-trocar-um-sonho-pelo-outro-diz-andrea-fodor-diretora-de-vendas-da-cisco-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sermulheremtech.org.br\/en\/a-gente-pode-ter-familia-e-carreira-nao-precisa-trocar-um-sonho-pelo-outro-diz-andrea-fodor-diretora-de-vendas-da-cisco-do-brasil\/","title":{"rendered":"Andrea Fodor &#8211; diretora de vendas da Cisco do Brasil"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"673\" class=\"elementor elementor-673\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1e22b634 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"1e22b634\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4a263d48\" data-id=\"4a263d48\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-14332df5 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"14332df5\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h2>\u201cA gente pode ter fam\u00edlia e carreira. N\u00e3o precisa trocar um sonho pelo outro\u201d, diz Andrea Fodor, diretora de vendas da Cisco do Brasil<\/h2><p>Eu nasci no dia 6 de junho de 1972. Completei 48 anos em 2020 e tenho mais de 30 anos de mercado. Comecei muito cedo. Aos 17 anos eu fui trabalhar como estagi\u00e1ria na IBM. Lembro que meu pai teve que assinar meu contrato porque eu n\u00e3o tinha idade suficiente. Neste tempo todo, acumulei uma s\u00e9rie de aprendizados e desafios e nunca parei. At\u00e9 hoje estou aprendendo.<\/p><p>Desde crian\u00e7a eu j\u00e1 gostava de fazer contas. Na escola, ganhei a Olimp\u00edada de Matem\u00e1tica e, em casa, sempre ajudava meu pai a consertar eletr\u00f4nicos. Tudo isso acabou me levando a fazer o colegial na Escola T\u00e9cnica Estadual Lauro Gomes em S\u00e3o Bernardo do Campo. Depois, cursei engenharia el\u00e9trica pela Faculdade de Engenharia de S\u00e3o Paulo.<\/p><p>Como disse, aos 17 anos j\u00e1 trabalhava na IBM. Depois do est\u00e1gio, fui contratada como t\u00e9cnica de campo. Eu trabalhava com impressoras e equipamentos de grande porte. Eu lembro que quando eu ia atender um chamado, os clientes me olhavam com aquela cara: \u201cSer\u00e1 que ela vai aguentar segurar a pe\u00e7a?\u201d Naquela \u00e9poca, a profiss\u00e3o era ainda mais masculinizada do que \u00e9 hoje.<\/p><p>Desde cedo, voc\u00ea precisa aprender a conquistar o seu espa\u00e7o e quebrar as barreiras. \u00c9 claro que para ganhar respeito a mulher \u00e0s vezes tem que dar o dobro de si. Mas, olhando para tr\u00e1s, eu vejo que sempre fui muito respeitada pelo conhecimento que tinha. O estudo na \u00e1rea de tecnologia d\u00e1 um embasamento muito bom do ponto de vista do racioc\u00ednio l\u00f3gico e da resolu\u00e7\u00e3o de problemas. \u00c9 um conhecimento que voc\u00ea pode usar em qualquer \u00e1rea. Sempre digo que um engenheiro pode ser um administrador, trabalhar em banco e uma s\u00e9rie de outras possibilidades.<\/p><p>Para mim, a palavra que define esta profiss\u00e3o \u00e9 oportunidade. Hoje, tudo gira em torno da tecnologia e a gente n\u00e3o faz nada sem apertar um bot\u00e3o. Existem muitas possibilidades de pensar fora da caixa e inovar, mas \u00e9 preciso estar sempre antenada com o que acontece no mundo.<\/p><p>O lado negativo \u00e9 que ainda hoje \u00e9 uma carreira masculinizada. No meu time, por exemplo, s\u00f3 tem engenheiros homens e gostaria muito de ter uma mulher na equipe, porque a diversidade traz pontos de vista diferentes.<\/p><p>Para as meninas que querem seguir esse sonho, eu diria que se motivem e n\u00e3o se assustem com as exig\u00eancias da profiss\u00e3o. Voc\u00ea precisar\u00e1 estar sempre atualizada e colocar em pr\u00e1tica seus conhecimentos. Mas tem muito espa\u00e7o para mulher explorar e se posicionar. Enxergo que at\u00e9 pela capacidade cognitiva de fazer v\u00e1rias tarefas ao mesmo tempo e solucionar problemas, a tecnologia \u00e9 uma carreira que combina com a mulher. Por isso, precisamos populariz\u00e1-la ainda mais, sem achar que a profiss\u00e3o pode atrapalhar a vida pessoal.<\/p><p>Eu, por exemplo, me casei muito cedo. Tinha apenas 24 anos e fiquei gr\u00e1vida aos 27. Na \u00e9poca, era gerente de suporte de uma multinacional e tinha que estar sempre \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Eu me lembro que, na virada do ano 2000, estava com aquele barrig\u00e3o de plant\u00e3o no escrit\u00f3rio ceiando junto com os meus funcion\u00e1rios. Meu filho nasceu e eu toquei minha carreira tranquilamente. Muitas vezes, levei ele ainda pequeno para o escrit\u00f3rio, mas nada disso foi empecilho. Hoje, o Bruno j\u00e1 tem 20 anos.<\/p><p>Quando eu engravidei da Maria Fernanda, eu j\u00e1 trabalhava na Cisco h\u00e1 3 anos. Estava em vias de fechar um grande projeto que consegui terminar antes dela nascer. Fiquei de licen\u00e7a por seis meses e, quando voltei, fui promovida.<\/p><p>Esses fatos mostram que a gente n\u00e3o precisa postergar os nossos sonhos para seguir nossas carreiras. \u00c9 poss\u00edvel sim conciliar a vida pessoal com a profissional. Eu nunca perdi nenhuma oportunidade por conta dos meus filhos. Por isso, digo: nunca troque um sonho pelo outro. D\u00e1 para abra\u00e7ar os dois e saber dosar a intensidade de cada um no momento certo<\/p><p>Atualmente, eu trabalho na \u00e1rea comercial da Cisco como diretora de Vendas da Enterprise, respons\u00e1vel pela carteira de grandes empresas. Em 2019, nosso trabalho atingiu 200% da meta de receita, o que colaborou para que eu ganhasse em 2020 o pr\u00eamio de executiva de destaque de vendas da IT M\u00eddia, um feito in\u00e9dito para a companhia.<\/p><p>Isso mostra que, independentemente de ser mulher ou homem, \u00e9 a nossa capacidade de aprender que nos diferencia. Eu acredito demais que a gente tem que evoluir sempre. Por isso, mesmo com faculdade e duas p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es, eu continuo querendo aprender. Meu sonho agora \u00e9 fazer um MBA numa universidade norte-americana. Para isso, estou aproveitando a quarentena para estudar ingl\u00eas. Vejo minha filha com 6 anos me perguntando por que eu estudo tanto, mas percebo que ela fica orgulhosa. N\u00e3o podemos ter vergonha nem pregui\u00e7a. Nunca \u00e9 tarde para correr atr\u00e1s de um sonho. Essa \u00e9 a minha principal mensagem.<\/p><p>Para saber mais sobre Andrea Fodor, veja seu LinkedIn: <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/andrea-fodor-00b1636\/\">https:\/\/www.linkedin.com\/in\/andrea-fodor-00b1636\/<\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA gente pode ter fam\u00edlia e carreira. N\u00e3o precisa trocar um sonho pelo outro\u201d, diz Andrea Fodor, diretora de vendas da Cisco do Brasil Eu nasci no dia 6 de junho de 1972. Completei 48 anos em 2020 e tenho mais de 30 anos de mercado. Comecei muito cedo. Aos 17 anos eu fui trabalhar como estagi\u00e1ria na IBM. Lembro que meu pai teve que assinar meu contrato porque eu n\u00e3o tinha idade suficiente. Neste tempo todo, acumulei uma s\u00e9rie de aprendizados e desafios e nunca parei. At\u00e9 hoje estou aprendendo. Desde crian\u00e7a eu j\u00e1 gostava de fazer contas. Na escola, ganhei a Olimp\u00edada de Matem\u00e1tica e, em casa, sempre ajudava meu pai a consertar eletr\u00f4nicos. Tudo isso acabou me levando a fazer o colegial na Escola T\u00e9cnica Estadual Lauro Gomes em S\u00e3o Bernardo do Campo. Depois, cursei engenharia el\u00e9trica pela Faculdade de Engenharia de S\u00e3o Paulo. Como disse, aos 17 anos j\u00e1 trabalhava na IBM. Depois do est\u00e1gio, fui contratada como t\u00e9cnica de campo. Eu trabalhava com impressoras e equipamentos de grande porte. Eu lembro que quando eu ia atender um chamado, os clientes me olhavam com aquela cara: \u201cSer\u00e1 que ela vai aguentar segurar a pe\u00e7a?\u201d Naquela \u00e9poca, a profiss\u00e3o era ainda mais masculinizada do que \u00e9 hoje. Desde cedo, voc\u00ea precisa aprender a conquistar o seu espa\u00e7o e quebrar as barreiras. \u00c9 claro que para ganhar respeito a mulher \u00e0s vezes tem que dar o dobro de si. Mas, olhando para tr\u00e1s, eu vejo que sempre fui muito respeitada pelo conhecimento que tinha. O estudo na \u00e1rea de tecnologia d\u00e1 um embasamento muito bom do ponto de vista do racioc\u00ednio l\u00f3gico e da resolu\u00e7\u00e3o de problemas. \u00c9 um conhecimento que voc\u00ea pode usar em qualquer \u00e1rea. Sempre digo que um engenheiro pode ser um administrador, trabalhar em banco e uma s\u00e9rie de outras possibilidades. Para mim, a palavra que define esta profiss\u00e3o \u00e9 oportunidade. Hoje, tudo gira em torno da tecnologia e a gente n\u00e3o faz nada sem apertar um bot\u00e3o. Existem muitas possibilidades de pensar fora da caixa e inovar, mas \u00e9 preciso estar sempre antenada com o que acontece no mundo. O lado negativo \u00e9 que ainda hoje \u00e9 uma carreira masculinizada. No meu time, por exemplo, s\u00f3 tem engenheiros homens e gostaria muito de ter uma mulher na equipe, porque a diversidade traz pontos de vista diferentes. Para as meninas que querem seguir esse sonho, eu diria que se motivem e n\u00e3o se assustem com as exig\u00eancias da profiss\u00e3o. Voc\u00ea precisar\u00e1 estar sempre atualizada e colocar em pr\u00e1tica seus conhecimentos. Mas tem muito espa\u00e7o para mulher explorar e se posicionar. Enxergo que at\u00e9 pela capacidade cognitiva de fazer v\u00e1rias tarefas ao mesmo tempo e solucionar problemas, a tecnologia \u00e9 uma carreira que combina com a mulher. Por isso, precisamos populariz\u00e1-la ainda mais, sem achar que a profiss\u00e3o pode atrapalhar a vida pessoal. Eu, por exemplo, me casei muito cedo. Tinha apenas 24 anos e fiquei gr\u00e1vida aos 27. Na \u00e9poca, era gerente de suporte de uma multinacional e tinha que estar sempre \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Eu me lembro que, na virada do ano 2000, estava com aquele barrig\u00e3o de plant\u00e3o no escrit\u00f3rio ceiando junto com os meus funcion\u00e1rios. Meu filho nasceu e eu toquei minha carreira tranquilamente. Muitas vezes, levei ele ainda pequeno para o escrit\u00f3rio, mas nada disso foi empecilho. Hoje, o Bruno j\u00e1 tem 20 anos. Quando eu engravidei da Maria Fernanda, eu j\u00e1 trabalhava na Cisco h\u00e1 3 anos. Estava em vias de fechar um grande projeto que consegui terminar antes dela nascer. Fiquei de licen\u00e7a por seis meses e, quando voltei, fui promovida. Esses fatos mostram que a gente n\u00e3o precisa postergar os nossos sonhos para seguir nossas carreiras. \u00c9 poss\u00edvel sim conciliar a vida pessoal com a profissional. Eu nunca perdi nenhuma oportunidade por conta dos meus filhos. Por isso, digo: nunca troque um sonho pelo outro. D\u00e1 para abra\u00e7ar os dois e saber dosar a intensidade de cada um no momento certo Atualmente, eu trabalho na \u00e1rea comercial da Cisco como diretora de Vendas da Enterprise, respons\u00e1vel pela carteira de grandes empresas. 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