{"id":448,"date":"2018-10-08T11:13:05","date_gmt":"2018-10-08T14:13:05","guid":{"rendered":"http:\/\/sermulheremtech.com.br\/?p=448"},"modified":"2025-08-22T11:28:47","modified_gmt":"2025-08-22T11:28:47","slug":"queria-saber-o-que-tinha-por-tras-daquelas-maquinas-gigantes-conheca-greyce-gois-que-chegou-na-tecnologia-movida-pela-curiosidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sermulheremtech.org.br\/en\/queria-saber-o-que-tinha-por-tras-daquelas-maquinas-gigantes-conheca-greyce-gois-que-chegou-na-tecnologia-movida-pela-curiosidade\/","title":{"rendered":"Greyce Gois &#8211; Chegou na tecnologia movida pela curiosidade"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"448\" class=\"elementor elementor-448\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5a24053b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"5a24053b\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5a0251e6\" data-id=\"5a0251e6\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-46ae3e55 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"46ae3e55\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h2>\u201cQueria saber o que tinha por tr\u00e1s daquelas m\u00e1quinas gigantes!\u201d, conhe\u00e7a Greyce Gois, que chegou na tecnologia movida pela curiosidade<\/h2><p>Na d\u00e9cada de 80, 90, era comum que os jovens se encantassem por aqueles computadores enormes que existiam, e eu, como uma menina super curiosa, queria saber como tudo aquilo funcionava. E foi isso, foi a minha curiosidade que me levou por esse caminho.<\/p><p>Como meus pais n\u00e3o tinham dinheiro para pagar uma faculdade particular, eu foquei em vestibulares p\u00fablicos com prefer\u00eancia na regi\u00e3o onde morava e logo consegui passar na FATEC de Santos. N\u00e3o tive influ\u00eancia direta deles, mas a participa\u00e7\u00e3o e incentivo \u2013 ou a resist\u00eancia! \u2013 foram muito importantes.<\/p><p>Meu pai era bastante autorit\u00e1rio e, sem d\u00favida, um tanto machista. Eu estudava longe de casa, e, al\u00e9m do \u00f4nibus, tinha uma caminhada de meia hora. Ele, dono do carro, n\u00e3o ia me buscar de jeito nenhum. Aqui, sou muito grata \u00e0 minha m\u00e3e, que fazia o caminho a p\u00e9 comigo, porque eu voltava \u00e0 noite e podia ser perigoso caminhar sozinha. E quando chegou a hora de trabalhar? Nossa! Foi quase uma briga! Eu j\u00e1 queria ser independente desde os 15 anos, para comprar meus pap\u00e9is de carta e meus l\u00e1pis de cole\u00e7\u00e3o, mas meu pai sempre disse que \u201cfilha minha n\u00e3o vai trabalhar\u201d. Por sorte, o est\u00e1gio era obrigat\u00f3rio na faculdade, ent\u00e3o ele teve que ceder. Entendeu que era importante para meus estudos, meu futuro e minha carreira e finalmente deixou.<\/p><p>Como em Santos n\u00e3o tinha um bom mercado para a tecnologia, eu acabei arrumando um est\u00e1gio em S\u00e3o Paulo, e a\u00ed a minha rotina ficou ainda mais maluca. A ajuda da minha m\u00e3e foi muito importante nesse momento tamb\u00e9m. Ela, professora, sempre trabalhou fora e eu pude me inspirar na for\u00e7a e dedica\u00e7\u00e3o dela. No meu primeiro est\u00e1gio eu fui respons\u00e1vel por implementar um sistema de gest\u00e3o na \u00e1rea financeira e \u00e0s vezes precisava virar a noite no escrit\u00f3rio e j\u00e1 at\u00e9 cheguei a dormir no vesti\u00e1rio. A\u00ed, com 23 anos, entrei para a mesma empresa que trabalho hoje, a SAP, e era a pessoa mais nova de todos os funcion\u00e1rios. Naquela \u00e9poca, um gerente de projeto disse que n\u00e3o trabalharia com uma \u201cmenina rec\u00e9m-formada, sem experi\u00eancia\u201d. Alguns anos depois, essa mesma menina se tornou a melhor consultora e esse mesmo gerente \u201cbrigava\u201d para que eu atuasse nos Projetos dele.<\/p><p>Junto com as pessoas, o mundo evolui com a tecnologia e, pertencer a esse universo, te coloca na frente, te motiva e te inspira. Al\u00e9m de, como profissional de TI, poder atuar em diferentes \u00e1reas, com uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica ou t\u00e9cnica e podendo exercer cargos em diferentes esferas e construir uma carreira s\u00f3lida.<\/p><p>Acho que uma coisa importante para se falar, n\u00e3o vou mentir, \u00e9 que essa \u00e9 uma carreira desafiadora e sem rotina. \u00c0s vezes, nesse mundo da tecnologia, perdemos um pouco o nosso lado \u201chumano\u201d, nos distanciamos um pouco das pessoas, al\u00e9m do n\u00edvel de stress ser alto e a press\u00e3o constante. Mas a parte boa \u00e9 que ao mesmo tempo, nos envolve e nos inspira a fazer o melhor.<\/p><p>Ent\u00e3o, se esse \u00e9 o seu sonho, nunca desista dele e saiba que nada \u00e9 imposs\u00edvel. N\u00f3s podemos tudo, desde que nos preparemos. N\u00e3o deixe se desequilibrar por coment\u00e1rios preconceituosos ou cr\u00edticas maldosas. Pare, pense, planeje sua carreira, n\u00e3o empurre com a barriga ou se engane fazendo algo que n\u00e3o gosta. Trabalhar com paix\u00e3o \u00e9 essencial para alcan\u00e7ar a realiza\u00e7\u00e3o pessoal. Me considero uma pessoa independente e realizada tanto na vida pessoal quanto na profissional.<\/p><p>Greyce no Linkedin:\u00a0https:\/\/bit.ly\/2C2NQAZ<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQueria saber o que tinha por tr\u00e1s daquelas m\u00e1quinas gigantes!\u201d, conhe\u00e7a Greyce Gois, que chegou na tecnologia movida pela curiosidade Na d\u00e9cada de 80, 90, era comum que os jovens se encantassem por aqueles computadores enormes que existiam, e eu, como uma menina super curiosa, queria saber como tudo aquilo funcionava. E foi isso, foi a minha curiosidade que me levou por esse caminho. Como meus pais n\u00e3o tinham dinheiro para pagar uma faculdade particular, eu foquei em vestibulares p\u00fablicos com prefer\u00eancia na regi\u00e3o onde morava e logo consegui passar na FATEC de Santos. N\u00e3o tive influ\u00eancia direta deles, mas a participa\u00e7\u00e3o e incentivo \u2013 ou a resist\u00eancia! \u2013 foram muito importantes. Meu pai era bastante autorit\u00e1rio e, sem d\u00favida, um tanto machista. Eu estudava longe de casa, e, al\u00e9m do \u00f4nibus, tinha uma caminhada de meia hora. Ele, dono do carro, n\u00e3o ia me buscar de jeito nenhum. Aqui, sou muito grata \u00e0 minha m\u00e3e, que fazia o caminho a p\u00e9 comigo, porque eu voltava \u00e0 noite e podia ser perigoso caminhar sozinha. E quando chegou a hora de trabalhar? Nossa! Foi quase uma briga! Eu j\u00e1 queria ser independente desde os 15 anos, para comprar meus pap\u00e9is de carta e meus l\u00e1pis de cole\u00e7\u00e3o, mas meu pai sempre disse que \u201cfilha minha n\u00e3o vai trabalhar\u201d. Por sorte, o est\u00e1gio era obrigat\u00f3rio na faculdade, ent\u00e3o ele teve que ceder. Entendeu que era importante para meus estudos, meu futuro e minha carreira e finalmente deixou. Como em Santos n\u00e3o tinha um bom mercado para a tecnologia, eu acabei arrumando um est\u00e1gio em S\u00e3o Paulo, e a\u00ed a minha rotina ficou ainda mais maluca. A ajuda da minha m\u00e3e foi muito importante nesse momento tamb\u00e9m. Ela, professora, sempre trabalhou fora e eu pude me inspirar na for\u00e7a e dedica\u00e7\u00e3o dela. No meu primeiro est\u00e1gio eu fui respons\u00e1vel por implementar um sistema de gest\u00e3o na \u00e1rea financeira e \u00e0s vezes precisava virar a noite no escrit\u00f3rio e j\u00e1 at\u00e9 cheguei a dormir no vesti\u00e1rio. A\u00ed, com 23 anos, entrei para a mesma empresa que trabalho hoje, a SAP, e era a pessoa mais nova de todos os funcion\u00e1rios. Naquela \u00e9poca, um gerente de projeto disse que n\u00e3o trabalharia com uma \u201cmenina rec\u00e9m-formada, sem experi\u00eancia\u201d. Alguns anos depois, essa mesma menina se tornou a melhor consultora e esse mesmo gerente \u201cbrigava\u201d para que eu atuasse nos Projetos dele. Junto com as pessoas, o mundo evolui com a tecnologia e, pertencer a esse universo, te coloca na frente, te motiva e te inspira. Al\u00e9m de, como profissional de TI, poder atuar em diferentes \u00e1reas, com uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica ou t\u00e9cnica e podendo exercer cargos em diferentes esferas e construir uma carreira s\u00f3lida. Acho que uma coisa importante para se falar, n\u00e3o vou mentir, \u00e9 que essa \u00e9 uma carreira desafiadora e sem rotina. \u00c0s vezes, nesse mundo da tecnologia, perdemos um pouco o nosso lado \u201chumano\u201d, nos distanciamos um pouco das pessoas, al\u00e9m do n\u00edvel de stress ser alto e a press\u00e3o constante. Mas a parte boa \u00e9 que ao mesmo tempo, nos envolve e nos inspira a fazer o melhor. Ent\u00e3o, se esse \u00e9 o seu sonho, nunca desista dele e saiba que nada \u00e9 imposs\u00edvel. N\u00f3s podemos tudo, desde que nos preparemos. N\u00e3o deixe se desequilibrar por coment\u00e1rios preconceituosos ou cr\u00edticas maldosas. Pare, pense, planeje sua carreira, n\u00e3o empurre com a barriga ou se engane fazendo algo que n\u00e3o gosta. Trabalhar com paix\u00e3o \u00e9 essencial para alcan\u00e7ar a realiza\u00e7\u00e3o pessoal. Me considero uma pessoa independente e realizada tanto na vida pessoal quanto na profissional. 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