{"id":441,"date":"2018-09-25T19:10:34","date_gmt":"2018-09-25T22:10:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sermulheremtech.com.br\/?p=441"},"modified":"2025-08-22T11:28:51","modified_gmt":"2025-08-22T11:28:51","slug":"a-carreira-em-ti-nao-foi-apenas-um-meio-de-ganhar-a-vida-mas-de-aprender-a-viver-conheca-professora-janete-ribeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sermulheremtech.org.br\/en\/a-carreira-em-ti-nao-foi-apenas-um-meio-de-ganhar-a-vida-mas-de-aprender-a-viver-conheca-professora-janete-ribeiro\/","title":{"rendered":"Janete Ribeiro &#8211; Professora"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"441\" class=\"elementor elementor-441\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-20c26e3b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"20c26e3b\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-28b47f6a\" data-id=\"28b47f6a\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-54205d2a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"54205d2a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h2>&#8216;A carreira em TI n\u00e3o foi apenas um meio de ganhar a vida, mas de aprender a viver.&#8217; \u2013 Conhe\u00e7a Professora Janete Ribeiro<\/h2><p>Eu sempre fui muito curiosa e sempre adorei a ideia de futuro, era uma daquelas crian\u00e7as que questionava todos os porqu\u00eas da vida. Gostava tamb\u00e9m de estudar e de pesquisar e era f\u00e3 obcecada dos Jetsons e do Batman. Os Jetsons me traziam uma empolga\u00e7\u00e3o por ver na telinha uma vis\u00e3o do futuro dos meus sonhos, enquanto o Batman era um super-her\u00f3i que n\u00e3o vinha de nenhum outro planeta e n\u00e3o tinha poderes fantasiosos. Eu podia ser o Batman! Com a intelig\u00eancia dele, era capaz de criar m\u00e1quinas e engrenagens incr\u00edveis e ele j\u00e1 tinha uma sala de computadores. Eu ficava encantada. At\u00e9 que tive a oportunidade de visitar o escrit\u00f3rio onde uma amiga da minha irm\u00e3 trabalhava. Ela era formada no t\u00e9cnico em processamento de dados e trabalhava como assistente administrativa. Quando visitei o trabalho dela, foi como um passeio pela NASA. Me apaixonei pela \u00e1rea e foi a\u00ed que come\u00e7ou a minha trajet\u00f3ria em TI.<\/p><p>De cara, o primeiro impasse: o col\u00e9gio t\u00e9cnico era particular e minha m\u00e3e era costureira, vi\u00fava, com cinco filhos e n\u00e3o tinha dinheiro para pagar. Ela n\u00e3o tinha a menor no\u00e7\u00e3o do que era tecnologia e, conversando com meus irm\u00e3os, a vis\u00e3o deles era de que eu era lun\u00e1tica, porque, para eles, essa era uma \u00e1rea masculina, especificamente para homens ricos, e eu, nem homem, nem rica. Minha m\u00e3e, no alto de sua sabedoria, me disse que n\u00e3o entendia muito disso, mas que vendo a amiga da minha irm\u00e3 \u2013 aquela, que me levou pra visitar o escrit\u00f3rio \u2013 exercendo essa profiss\u00e3o, deixaria de lado a opini\u00e3o dos meus irm\u00e3os. O problema \u00e9 que essa amiga vinha de uma fam\u00edlia mais rica e o col\u00e9gio particular n\u00e3o era uma barreira pra ela. \u201cEu confio na sua intelig\u00eancia\u201d, minha m\u00e3e me disse, se propondo a me ajudar com os livros e materiais, caso conseguisse uma bolsa de estudos. \u201cSe voc\u00ea acredita que \u00e9 capaz de exercer essa profiss\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 o fato de ser mulher, pobre, preta, e outros tantos adjetivos que a sociedade nos d\u00e1 para nos desencorajar, que vai te enfraquecer\u201d. Com esse apoio, consegui a bolsa para o primeiro ano e trabalhei para pagar os outros dois.<\/p><p>E a\u00ed, j\u00e1 trabalhando, tive oportunidades magn\u00edficas, como trabalhar em projetos internacionais, em v\u00e1rios pa\u00edses diferentes \u2013 Argentina, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia, Uruguai, Estados Unidos, Canad\u00e1, Espanha e Esc\u00f3cia&#8230; ufa \u2013 e em projetos com equipes espalhadas pelo mundo tamb\u00e9m, na \u00cdndia, Mal\u00e1sia, Jap\u00e3o e Austr\u00e1lia. Pude conhecer diferentes culturas e costumes, aprendi muito mais do que apenas idiomas estrangeiros, mas a conviver com as diferen\u00e7as. Neste ponto, a carreira n\u00e3o me serviu apenas como um meio de ganhar a vida, mas como forma de aprender a viver.<\/p><p>Aprendi tamb\u00e9m uma coisa muito importante: nunca saberei tudo sobre a minha \u00e1rea. A tecnologia tem uma evolu\u00e7\u00e3o constante e te obriga a nunca se acomodar. Ningu\u00e9m nessa \u00e1rea pode se sentir no olimpo, achando que j\u00e1 sabe tudo. Esse dom\u00ednio pode durar no m\u00e1ximo algumas horas, tudo muda o tempo todo. Voc\u00ea tem que estar sempre aberto a aprender coisas novas, a criar coisas novas, se renovar infinitamente.<\/p><p>Acredito que, como mulher, n\u00e3o exista empecilhos ou maiores dificuldades para seguir esta carreira. O mais importante \u00e9 saber que a persist\u00eancia e resili\u00eancia s\u00e3o caracter\u00edsticas b\u00e1sicas e que a miss\u00e3o do profissional da tecnologia \u00e9 resolver problemas. Ent\u00e3o, eu diria que, se voc\u00ea gosta de novidades, gosta de aprender sempre, gosta de ajudar pessoas e criar solu\u00e7\u00f5es para os problemas da sociedade&#8230; Mergulhe nessa \u00e1rea, aqui voc\u00ea vai ter tudo isso e muito mais!<\/p><p>Linkedin:<\/p><p>https:\/\/bit.ly\/2QYYAFS<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;A carreira em TI n\u00e3o foi apenas um meio de ganhar a vida, mas de aprender a viver.&#8217; \u2013 Conhe\u00e7a Professora Janete Ribeiro Eu sempre fui muito curiosa e sempre adorei a ideia de futuro, era uma daquelas crian\u00e7as que questionava todos os porqu\u00eas da vida. Gostava tamb\u00e9m de estudar e de pesquisar e era f\u00e3 obcecada dos Jetsons e do Batman. Os Jetsons me traziam uma empolga\u00e7\u00e3o por ver na telinha uma vis\u00e3o do futuro dos meus sonhos, enquanto o Batman era um super-her\u00f3i que n\u00e3o vinha de nenhum outro planeta e n\u00e3o tinha poderes fantasiosos. Eu podia ser o Batman! Com a intelig\u00eancia dele, era capaz de criar m\u00e1quinas e engrenagens incr\u00edveis e ele j\u00e1 tinha uma sala de computadores. Eu ficava encantada. At\u00e9 que tive a oportunidade de visitar o escrit\u00f3rio onde uma amiga da minha irm\u00e3 trabalhava. Ela era formada no t\u00e9cnico em processamento de dados e trabalhava como assistente administrativa. Quando visitei o trabalho dela, foi como um passeio pela NASA. Me apaixonei pela \u00e1rea e foi a\u00ed que come\u00e7ou a minha trajet\u00f3ria em TI. De cara, o primeiro impasse: o col\u00e9gio t\u00e9cnico era particular e minha m\u00e3e era costureira, vi\u00fava, com cinco filhos e n\u00e3o tinha dinheiro para pagar. 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